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Maria Rouco

Maria

Rouco

Maria Rouco nasceu em Nelas, há mais de meio século. No tempo em que as famílias se sentavam à roda da lareira, a ver a dança das chamas enquanto o fumo curava os enchidos, os serões povoavam-se de lendas e peripécias cómicas, sempre protagonizadas por parentes ou vizinhos há muito desaparecidos. Assim se foi fazendo a contadora, para a família e os alunos.

Hoje tem outra vez tempo, para ouvir, aprender com quem sabe mais, rir dos seus erros e contar por aqui e acolá. A escolha do repertório, a reflexão sobre a alma de cada conto, a partilha com outros narradores e a alegria, a emoção de contar enchem-lhe os dias e alegram as noites. Tem uma frutuosa parceria com Randolfo Saint-Clair que desenha as suas estórias de imagens.

Rodolfo Saint-clair

Randolfo

Saint-Clair

Nascido em Pelariga, Pombal, em 1953. Em 1973 ligou-se a Maria Rouco e esta parceria desenvolveu-se ao longo dos anos e décadas. Participa em exposições coletivas de artes plásticas desde 1986. Além de trabalhos em pintura e criação de objetos escultóricos, na última década tem-se dedicado também a happenings e outras formas de intervenção artística.

Tem uma frutuosa participação no âmbito do MIGG. 13.7, Coletivo de Intervenção Artística, com Igor Gandra e Gil Rovisco. Perspetiva desde há anos a possibilidade de realizar um projeto hipo-artístico com Ana Rovisco. Atualmente, cria estórias em imagens para a storyteller Maria Rouco. No âmbito da Educação, dedica-se à Educação Artística e ao estudo da Criatividade Expressiva.

 

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O meu repertório
  • Narração oral de contos tradicionais portugueses, africanos e de outras origens, contos de autor.
  • Criação de narrativas a partir de livros de imagens de Randolfo Saint-Clair.
  • Utilização do Kamishibai e de tapetes narrativos, em conjunto com Sónia Ribeiro.
  • Escrevi e conto “As bolachinhas da Avó”.

 

Estou sempre a preparar novos contos, um ou dois de cada vez. Às vezes, agradam-me logo e trabalho-os muito tempo, vão entrando no repertório que me acompanha sempre. Outras vezes, leio quarenta estórias e nenhuma me agrada, rejeito logo as de princesas lindérrimas e as que exploram estereótipos que me incomodam. Quando tenho a felicidade de encontrar um conto que seja “a minha cara”, há ainda um longo período de dedicação pela frente… Experimento alguns escassos adereços e conto várias vezes de formas diferentes, até encontrar a que me agrada. Já aconteceu abandonar uma estória por meses e retoma-la com gosto, até a ter pronta.

Estórias para crianças (mais de 5 anos) e adultos (até aos 95 anos, é garantido! mais idosos, só experimentando…)

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Mala do Dragão e

Sineta da Quietude

Os adereços que sempre me acompanham…
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O meu Kamishibai
Sempre pronto a revelar
as mais belas estórias.
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Saco das Estórias
Quando vou contar e preciso de levar o kamishibai, os livros de imagens, o caderno das opiniões, a garrafa de água, os livros em que foram publicados os contos de autor… além de outras inconfessáveis miudezas, um saco grande e muito bonito é desejado ao longo de anos.
Finalmente, aqui está o resultado!Este saco em serapilheira, concebido para arrumar tudo, bordado em ponto de Arraiolos e aprimorado com elementos pintados contou com Randolfo Saint-Clair para desenhar a carpa e a andorinha e com o bom-gosto e conhecimento de aida atelier/ aSarapilheira . Esta conhecida oficina que já vai na terceira geração começou há muito com os tapetes em ponto de Arraiolos e evolui para outras peças, artefactos decorativos e utilitários que são divulgados nas feirinhas de artesanato. Com este saco aportaram no mundo dos narradores!
Bem-hajas, Dori Monteiro da Costa!
Contos na Eira

Neste grupo informal mas muito “profissional”, contamos e cantamos a tradição oral portuguesa. Somos de doze contadores a cinco, às vezes com músicos ao vivo, e temos apresentado um formato descontraído, baseado na ruralidade. No ambiente da eira, numa pausa do trabalho, há provérbios, cantigas e contos que ouvimos em crianças ou aprendemos nas recolhas de Adolfo Coelho, Ana de Castro Osório, Consiglieri Pedroso ou outros. Por gentileza das companheiras e pela idade que tenho, fui escolhida para “dona da eira” o que me permite envergar o traje rico e andar sempre calçada.

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